O que muda nas regras de aposentadoria em 2026?

Em 2026, há mudanças nas regras de aposentadoria, especialmente no aumento da idade mínima progressiva e na regra de pontos. Essas alterações ocorrem ano a ano em razão do avanço dos requisitos previstos pela Reforma da Previdência. Para evitar confusões, é importante esclarecer que não se trata de uma nova lei, mas do cumprimento do calendário de transição já estabelecido.

Muitas pessoas que atendo aqui na Ingrácio chegam preocupadas com essas alterações anuais e sem saber qual o melhor caminho para se aposentar. Hoje, eu vou te explicar que essas mudanças afetam principalmente quem utiliza a regra de pontos e a idade progressiva, mas com planejamento tudo se resolve.

Ao acompanhar o artigo, eu quero que você descubra como as mudanças nessas regras funcionam neste ano e saiba exatamente se elas podem ser a melhor escolha para o seu caso.

Te desejo uma ótima leitura!

Quais são as novas regras para se aposentar em 2026?

Em 2026, as regras de transição ficaram um pouco mais exigentes. Houve aumento de 1 ponto na regra de pontos e de 6 meses na idade mínima progressiva.

Na regra de pontos, passam a ser necessários 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. Essa pontuação é simplesmente a soma da idade com o tempo de contribuição. Aqui não existe idade mínima fixa, mas é obrigatório cumprir o tempo mínimo de contribuição: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Já na regra da idade mínima progressiva, o tempo de contribuição não muda, mas a idade mínima sobe seis meses a cada ano. Em 2026, será preciso ter 59 anos e 6 meses (mulheres) e 64 anos e 6 meses (homens). O tempo mínimo de contribuição continua o mesmo: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Para ficar mais fácil de entender, veja esta tabela:

MulheresHomensTempo mínimo de contribuição
Regra de Pontos (2026)93 pontos (idade + contribuição)103 pontos (idade + contribuição)30 anos (M)
35 anos (H)
Idade Mínima Progressiva (202659 anos e 6 meses64 anos e 6 meses30 anos (M)
35 anos (H)

Todos os anos, no dia 1º de janeiro, as regras de transição da Reforma da Previdência ficam um pouco mais exigentes para quem ainda não preencheu os requisitos para se aposentar. O motivo disso é que a reforma criou um calendário progressivo, em que idade mínima e pontuação aumentam gradualmente ao longo do tempo até o ano de 2031. Pense que é como subir um degrau por ano até chegar às regras definitivas.

Eu gosto de explicar que essas regras foram criadas para quem já trabalhava antes da Reforma e servem como um meio de campo entre o modelo antigo e o modelo novo, que é bem mais rígido.

As alterações mais importantes acontecem na Regra de Pontos e na Regra da Idade Progressiva. Por isso, se você planeja pedir seu benefício este ano, precisa conferir se a sua soma de idade e tempo de serviço atingiu o novo patamar e se enquadra em uma delas.

Atenção para um detalhe importante! Se você completou os requisitos de idade e pontuação ainda em 2025, pode se aposentar com as exigências do ano passado, mesmo fazendo o pedido agora em 2026. Isso acontece por causa do direito adquirido. Em termos simples, significa que, quando a pessoa já preencheu todas as condições exigidas pela lei vigente na época, ela garante o direito de se aposentar por aquelas regras, mesmo que depois elas mudem. 

Quantos pontos preciso para me aposentar em 2026?

Para se aposentar pela regra de pontos em 2026, a mulher precisa somar 93 pontos e o homem precisa atingir 103 pontos. Essa pontuação é o resultado da soma simples da sua idade atual com o seu tempo total de contribuição.

Essa regra subiu um ponto inteiro desde o primeiro dia do ano. Se em 2025 a exigência era de 92 pontos para mulheres e 102 pontos para homens, agora você precisa trabalhar um pouco mais ou ter uma idade maior para compensar essa subida.

Um erro comum que eu vejo por aí é que muita gente se confunde achando que apenas o tempo de serviço importa na regra de pontos, quando na verdade, cada mês de vida e cada mês de trabalho contam para chegar nessa pontuação que o INSS exige. Além de atingir os 93 ou 103 pontos, você ainda precisa respeitar o tempo mínimo de contribuição de 30 anos para mulheres e 35 anos para os homens.

Por exemplo, um homem com 35 anos de contribuição e 67 anos de idade teria 102 pontos como resultado de sua soma. Como o requisito agora é de 103 pontos, ele precisaria de mais seis meses de trabalho e mais seis meses de idade para fechar a conta.

Qual vai ser a idade mínima para aposentadoria em 2026?

A idade mínima na regra progressiva em 2026 é de 59 anos e 6 meses para as mulheres e 64 anos e 6 meses para os homens. Essa exigência subiu seis meses em comparação com o que era pedido em 2025 e continuará subindo até atingir a idade de 62 anos para mulher e 65 anos para o homem.

Essa regra de aposentadoria é específica para quem tem o tempo de contribuição completo, mas ainda não atingiu a idade da regra geral. Além disso, ela exige 30 anos de contribuição da mulher e 35 anos de contribuição do homem.

Se você completar o tempo de contribuição, mas tiver apenas 59 anos sendo mulher, precisará esperar mais seis meses. O sistema é rígido com esses prazos e não aceita o pedido se faltar apenas um dia para a idade certa. Saber essa idade exata ajuda você a planejar o momento de parar e a calcular quanto ainda falta contribuir para o INSS.

O que muda na aposentadoria de professores em 2026?

Os professores também enfrentam subidas nos requisitos de aposentadoria em 2026, precisando agora de 88 pontos para mulheres e 98 pontos para homens. Além disso, na regra de pontos, mulheres precisam ter 25 anos de contribuição e homens precisam ter contribuído por 30 anos, no mínimo.

Na regra da idade mínima progressiva, é exigido que mulheres tenham 54 anos e 6 meses além de 25 anos de tempo de contribuição. Já para os homens, é necessário ter 59 anos e 6 meses de idade e 30 anos de contribuição.

A categoria dos professores possui regras diferenciadas por causa do desgaste da profissão em sala de aula. Mesmo com o benefício de requisitos menores, o aumento anual de pontos e idade também se aplica para esses profissionais.

No caso da pontuação, a soma envolve a idade e o tempo de magistério, que deve ser de 25 anos para mulheres e 30 anos para homens. Se você é professor e não atingir os pontos, pode tentar a regra da idade progressiva. Na dúvida, conte com a ajuda de um especialista.

Tabela de aposentadoria para professores 2026

Para facilitar o que eu falei anteriormente, organizei abaixo um resumo rápido dos requisitos que você deve observar neste ano. Use esses dados para comparar com o seu extrato do INSS e ver o quanto falta para o seu descanso.

Regra de PontosIdade ProgressivaTempo de Contribuição
Professora88 pontos54 anos e 6 meses25 anos
Professor98 pontos59 anos e 6 meses30 anos

Essa tabela mostra claramente o esforço necessário para quem ganha seu sustento em sala de aula. Lembre que o tempo em funções de direção e coordenação pedagógica também entra nessa conta especial.

A aposentadoria da pessoa com deficiência muda em 2026?

Em 2026, as regras da aposentadoria da pessoa com deficiência (PcD) não mudaram e continuam sendo uma das opções mais vantajosas do INSS. Na modalidade por tempo de contribuição, não é exigida idade mínima e o benefício é pago integralmente, sem aplicação de redutor do fator previdenciário.

Enquanto na aposentadoria por idade da pessoa com deficiência, o benefício é calculado pela média dos 80% maiores salários desde julho de 1994, aplicando-se 70% mais 1% por ano de contribuição, até o limite de 100%. 

O tempo de contribuição também permanece igual, variando entre 20 e 33 anos, conforme o grau da deficiência e o gênero do segurado:

HomemMulher
Deficiência grave25 anos de contribuição20 anos de contribuição
Deficiência moderada29 anos de contribuição24 anos de contribuição
Deficiência leve33 anos de contribuição28 anos de contribuição

Se você se enquadra nessa modalidade, as idades e os tempos de serviço permanecem fixos. O direito de se aposentar mais cedo é uma forma de garantir justiça diante das barreiras enfrentadas ao longo da carreira.

O que não muda nas regras do INSS em 2026?

Em 2026, existem duas regras de transição que não sofreram mudanças. A primeira é a do pedágio de 50%, destinada a quem, em novembro de 2019, estava a até dois anos de se aposentar por tempo de contribuição. Nesse caso, a pessoa deve contribuir pelo tempo que faltava, acrescido de mais 50% desse período, sem exigência de idade mínima.

A segunda é a do pedágio de 100%, em que o segurado precisa trabalhar o dobro do tempo que faltava para se aposentar em 2019. Nessa regra, há idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.

A regra geral de aposentadoria também permanece igual. As mulheres precisam ter 62 anos de idade e 15 anos de contribuição. Os homens precisam ter 65 anos de idade e 20 anos de contribuição. Para homens que começaram a contribuir antes de novembro de 2019, o tempo mínimo é de 15 anos.

Entender o que não muda ajuda você a encontrar o caminho mais curto para o seu benefício. Às vezes, uma regra que ficou inalterada pode ser muito mais vantajosa do que aquela que acabou de subir um degrau.

Conclusão

Em 2026, mudanças ocorreram em algumas regras de aposentadoria. Essas alterações fazem parte do avanço natural das regras de transição da Reforma da Previdência, que impactam principalmente as regras de pontos e idade mínima progressiva, o que exige atenção redobrada de quem está perto de se aposentar. 

Professores também acompanham essa elevação gradual, enquanto a aposentadoria da pessoa com deficiência, os pedágios de 50% e 100% e a regra geral permaneceram estáveis.

Diante desse cenário, o planejamento previdenciário se torna essencial. Conferir seus pontos, sua idade exata, o tempo de contribuição e até mesmo a existência de direito adquirido pode fazer toda a diferença no momento do pedido. Com análise cuidadosa, é possível identificar a regra mais vantajosa e evitar surpresas no caminho até a aposentadoria.

Em caso de dúvida, entre em contato com um advogado previdenciarista.

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Nos vemos no próximo artigo.

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