Existe uma lista de doenças que garantem a aposentadoria por invalidez sem a carência mínima de 12 meses de contribuição ao INSS.
Se você recebeu o diagnóstico de uma doença grave e não completou um ano de carência, este conteúdo é para você.
Neste artigo, explicarei quais doenças dão direito à aposentadoria por invalidez, os requisitos para solicitar esse benefício por incapacidade e outros detalhes importantes.
Vamos ao que importa? Confira os tópicos abaixo com atenção.
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ToggleQuais são as novas doenças que dão direito à aposentadoria por invalidez?
Não existe uma lista de novas doenças que garantem a aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente).
Se você viu essa “informação” em sites duvidosos ou redes sociais de pessoas que não são especialistas em direito previdenciário, cuidado.
A desinformação se espalha rapidamente e pode enganar muita gente.
Na realidade, o que existe é uma lista de doenças que podem isentar o segurado de cumprir a carência (tempo mínimo de contribuição ao INSS).
E essa possibilidade vale tanto para o auxílio-doença (incapacidade temporária) quanto para a aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente).
Quer saber quais são as doenças que não exigem carência?
Continue sua leitura!
Quais doenças graves dão direito à aposentadoria por invalidez sem exigir carência?

Existe uma lista com 17 doenças graves e problemas de saúde que não exigem a carência mínima de 12 meses na aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente).
Essa lista está descrita no artigo 2º da Portaria Interministerial 22/2022 do MTP (Ministério do Trabalho e Previdência).
Abaixo, confira as 17 doenças graves ou problemas de saúde que não exigem carência:
- Tuberculose ativa;
- Hanseníase;
- Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental;
- Neoplasia maligna;
- Cegueira;
- Paralisia irreversível e incapacitante;
- Cardiopatia grave;
- Doença de Parkinson;
- Espondilite anquilosante;
- Nefropatia grave;
- Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
- Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (HIV/Aids);
- Contaminação por radiação (com base em conclusão da medicina especializada);
- Hepatopatia grave;
- Esclerose múltipla;
- Acidente vascular encefálico (agudo); e
- Abdome agudo cirúrgico.
Nos próximos tópicos, explicarei de forma resumida cada uma dessas 17 doenças graves ou problemas de saúde. Fique atento!
Vale reforçar: essa lista é apenas um exemplo! E não uma regra fechada a sete chaves.
Isso significa que, se você for diagnosticado com uma doença grave ou problema de saúde que não está na lista, ainda assim poderá solicitar a isenção da carência.
1) Tuberculose ativa
A tuberculose ativa é uma doença infecciosa e transmissível pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro. Ela afeta principalmente os pulmões.
No entanto, em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como aquelas que vivem com HIV/Aids, outros órgãos também podem ser atingidos.
Os principais sintomas da tuberculose ativa incluem:
- Tosse persistente por três semanas ou mais;
- Tosse com sangue;
- Dor no peito ao respirar;
- Falta de apetite;
- Perda de peso;
- Entre outros sintomas.
2) Hanseníase
Segundo informações do Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país com a maior incidência de casos de hanseníase no mundo.
Anteriormente chamada de “lepra” – termo que não é mais utilizado devido ao seu caráter preconceituoso –, a hanseníase é uma doença infecciosa que afeta:
- Pele;
- Olhos;
- Nariz; e
- Nervos periféricos.
Os nervos periféricos são responsáveis por levar e trazer mensagens ao sistema nervoso central, permitindo que você sinta dor, temperatura, toque e movimente seus músculos.
Quando a hanseníase atinge os nervos periféricos, você pode acabar perdendo a sensibilidade ao toque, ao calor e à dor em algumas partes do seu corpo.
Para entender melhor, imagine que você está cozinhando e, sem querer, encosta a sua mão em uma panela pelando, quente. Muito quente.
Em fração de segundos, o normal é que seus nervos periféricos enviem essa informação ao seu cérebro, que rapidamente deve reagir para você tirar a sua mão da panela.
Porém, se os seus nervos estiverem comprometidos em razão da hanseníase, você não sentirá que deve tirar sua mão da panela e poderá correr o risco de se queimar.
Isso sem contar os sintomas próprios da hanseníase, que incluem:
- Sensação de formigamento;
- Perda de sensibilidade;
- Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele;
- Nódulos no corpo;
- Sangramento nasal;
- Entre outros sintomas.
Atenção! A boa notícia é que a hanseníase tem tratamento e cura.
Quanto mais cedo você for diagnosticado, menores serão as chances de complicações.
Portanto, se você notar algum sintoma de hanseníase, procure um profissional da saúde para fazer exames dermatológicos e neurológicos e reunir seus documentos médicos.
A carência poderá ser dispensada caso você solicite aposentadoria por invalidez por hanseníase.
Mas será necessário apresentar documentos comprobatórios da doença.
3) Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental
O transtorno mental grave (com alienação mental) inclui condições e comportamentos psiquiátricos mais severos, tais como:
- Psicoses esquizofrênicas;
- Desorganização do pensamento;
- Paranoias;
- Delírios; e
- Alucinações.
Na prática, transtornos como depressão ou ansiedade leve não são considerados transtornos mentais graves com alienação mental.
Isso porque pessoas com transtornos mentais graves geralmente não conseguem trabalhar, cuidar de si mesmas ou se relacionar com outros indivíduos.
Os principais transtornos mentais graves e persistentes, que podem garantir o direito à aposentadoria por invalidez sem a exigência de carência, incluem:
- Esquizofrenia em estado avançado;
- Transtorno Bipolar (fase maníaca);
- Demências avançadas (Alzheimer);
- Entre outros transtornos.
Se você tem um transtorno mental mais leve, consulte um advogado previdenciário.
Dependendo do seu caso, pode ser possível solicitar o auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária).
4) Neoplasia maligna
Neoplasia maligna é o nome técnico para o câncer.
O câncer não é uma única doença, mas um grupo de doenças.
Ele acontece quando as células do corpo começam a se dividir de forma descontrolada, podendo se espalhar para outros órgãos.
Confira alguns exemplos de câncer:
- Câncer de mama;
- Câncer de bexiga;
- Câncer de boca;
- Câncer de próstata;
- Câncer de pele;
- Câncer do colo do útero;
- Entre outros tipos.
Se você quiser entender melhor sobre essa condição, busque informações com profissionais da saúde antes de conversar com seu advogado previdenciário.
Saiba que você pode ser isento de cumprir o requisito da carência caso precise se aposentar por invalidez ou ficar afastado por um tempo.
5) Cegueira
Se uma pessoa não consegue enxergar com um ou ambos os olhos, a condição de cegueira é considerada doença grave para a isenção da carência no INSS.
Pessoas com cegueira ou visão monocular não precisam cumprir o tempo mínimo de 12 meses de carência para ter direito a benefícios por incapacidade.
A isenção existe, porque a perda total ou parcial da visão pode colocar o segurado do INSS em situação de desigualdade em relação ao restante da sociedade.
Quem sofre com a cegueira pode acabar tendo dificuldades para buscar um emprego, por exemplo. E não ter condições de se manter sozinho.
6) Paralisia irreversível e incapacitante
A paralisia irreversível e incapacitante ocorre quando todos os recursos para a recuperação da capacidade motora, mobilidade e sensibilidade foram utilizados.
Mesmo assim, não há mais muito o que fazer, e não existe perspectiva de recuperação que permita o retorno dos movimentos plenos e ativos do corpo.
Confira alguns exemplos de paralisia irreversível e incapacitante:
- Paraplegia: paralisia dos membros inferiores;
- Tetraplegia: paralisia de todos os membros;
- Hemiplegia: paralisia de um lado do corpo;
- Entre outros tipos de paralisia.
7) Cardiopatia grave
A cardiopatia grave é uma doença que prejudica o funcionamento do coração, podendo ser temporária ou permanente.
Em casos mais sérios, ela pode colocar a vida em risco ou impedir o segurado do INSS de realizar suas atividades do dia a dia, como seguir trabalhando.
Essa condição geralmente surge devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
Algumas das principais causas são:
- Hipertensão (pressão alta);
- Diabetes;
- Obesidade;
- Colesterol alto;
- Entre outras causas.
A cardiopatia grave pode incluir tanto doenças crônicas (que duram muito tempo) quanto doenças agudas (que surgem de repente).
Confira alguns exemplos de cardiopatia grave:
- Insuficiência cardíaca congestiva: o coração não consegue bombear sangue;
- Cardiomiopatia dilatada: enfraquece e dilata o músculo do coração;
- Doença arterial coronariana grave: as artérias do coração ficam obstruídas por placas de gordura;
- Arritmias cardíacas severas: batimentos cardíacos irregulares;
- Valvopatias graves: problemas nas válvulas do coração que dificultam a circulação do sangue;
- Entre outras cardiopatias graves.
Atenção! As doenças cardiovasculares são tratadas como epidemia.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil ocupa o 9º lugar em número de mortes cardíacas no mundo.
De acordo com o Ministério da Saúde, 30% dos óbitos no Brasil são causados por doenças cardiovasculares, totalizando aproximadamente 300 mil mortes por ano.
Diante dessas informações, o que você está esperando para buscar seus direitos?
Cuide de você! Consulte seu cardiologista e converse com um advogado previdenciário de confiança o quanto antes.
Se você é filiado ao INSS, tem todo o direito de dar uma pausa para cuidar da sua saúde.
8) Doença de Parkinson
A doença de Parkinson, que igualmente pode dispensar a carência mínima de 12 meses, é uma condição neurológica que afeta os movimentos.
Os principais sintomas incluem tremores nas mãos, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita.
Esses sinais costumam surgir gradualmente e progridem de forma diferente em cada pessoa.
Para saber se você tem direito à aposentadoria por invalidez ou ao auxílio-doença, consulte um advogado especialista.
9) Espondilite anquilosante
A espondilite anquilosante, também chamada de espondiloartrite, é um tipo de artrite que causa inflamação na coluna e pode levar à fusão das vértebras.
Isso torna a coluna menos flexível, resultando em rigidez e dor.
Se as costelas forem afetadas, a respiração também pode ficar comprometida.
Além da coluna, a espondilite anquilosante pode causar problemas em outras partes do corpo, como:
- Inflamação nos olhos;
- Inflamação intestinal;
- Inflamação na pele;
- Complicações cardíacas e pulmonares;
- Osteoporose;
- Entre outros problemas.
Se você tem espondilite anquilosante, procure um médico especialista e um advogado previdenciário para entender seus direitos.
10) Nefropatia grave
Nefropatia grave é o termo técnico para doenças renais crônicas — ou seja, doenças que afetam os rins.
Os rins desempenham funções essenciais para o organismo, como:
- Filtrar o sangue;
- Remover o excesso de água do corpo;
- Auxiliar na eliminação de toxinas;
- Produzir hormônios;
- Entre outras funções.
No entanto, as doenças renais crônicas costumam ser silenciosas.
Muitas vezes, não apresentam sintomas.
Em estágios avançados, podem exigir tratamentos como hemodiálise (processo de filtragem), transplante renal ou outras terapias intensivas.
Além disso, a nefropatia grave está associada a altos índices de mortalidade, especialmente quando não é diagnosticada ou tratada corretamente.
Devido à gravidade da condição, a carência mínima de 12 meses pode ser dispensada.
11) Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante)
O estado avançado da doença de Paget é um problema que afeta os ossos.
Caso você não saiba, é a segunda doença óssea mais comum depois da osteoporose.
As pessoas com o estado avançado da doença de Paget podem sentir bastante dor nos ossos, ter deformações, fraturas e artrite.
Inclusive, a doença de Paget também pode causar outras complicações, como:
- Problemas neurológicos;
- Perda auditiva;
- Problemas no coração;
- Excesso de cálcio no sangue; e
- Dificuldades ortopédicas.
Os ossos se desgastem mais rápido do que o normal.
O corpo até tenta reparar o desgaste, mas de forma desorganizada, o que pode causar fraturas, deformidades e a compressão de nervos e vasos sanguíneos.
Você sofre com o estado avançado da doença de Paget?
Busque ajuda médica e de um especialista em direito previdenciário.
12) Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (HIV/Aids)
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, sigla em inglês) é o causador da Aids (doença).
Quem é infectado por esse vírus — na grande maioria das vezes transmitido por relações sexuais desprotegidas — pode acabar desenvolvendo Aids.
A Aids ataca o sistema imunológico de forma bastante cruel.
O organismo de quem contrai a doença fica desprotegido e vulnerável a outras enfermidades.
Embora ainda não exista cura para o HIV e a Aids, os avanços científicos têm sido significativos.
Já existem medicamentos antirretrovirais que controlam o HIV.
Com isso, o HIV pode ser mantido sob controle por mais tempo.
Isso ajuda com que não haja a multiplicação do vírus no corpo.
E a pessoa medicada pode recuperar as defesas do organismo e ter qualidade de vida.
Ter o vírus HIV não significa ter a doença Aids. Muitos soropositivos vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença.
Mas não buscar ajuda especializada e não controlar o HIV pode levar ao desenvolvimento da Aids. E as consequências? As mais graves possíveis.
Além da progressão do HIV para a Aids, o segurado pode ficar exposto a outras doenças devido ao sistema imunológico comprometido e precisar de afastamento pelo INSS.
13) Contaminação por radiação (com base em conclusão da medicina especializada)
A contaminação por radiação pode ser tanto interna quanto externa.
A contaminação interna pode ocorrer quando um material radioativo é ingerido, inalado ou entra no corpo por meio de uma ferida aberta.
Já a contaminação externa ocorre quando um material radioativo entra em contato com a pele, o cabelo ou outras partes externas do corpo.
A exposição à radiação pode causar diversos efeitos nocivos à saúde, dependendo do tempo de exposição e da intensidade da radiação absorvida pelo organismo.
Você se lembra do acidente com o Césio-137 em Goiânia, em 1987?
Um material altamente radioativo, proveniente da remoção indevida de um equipamento hospitalar de radioterapia, acabou contaminando pessoas, residências e espaços públicos.
Por sorte, as pessoas expostas em Goiânia passaram por procedimentos médicos de descontaminação e as residências e os espaços públicos também foram descontaminados.
De qualquer forma, vale lembrar que algumas profissões envolvem contato direto ou indireto com altas fontes de radiação, como:
- Profissionais da saúde que operam equipamentos de raio-X e tomografia;
- Trabalhadores de usinas nucleares; e
- Mineradores de urânio.
Quem é contaminado pode apresentar náuseas, queimaduras na pele e queda de cabelo, além do enfraquecimento do sistema imunológico.
Não à toa, esses profissionais podem ter direito não apenas à isenção da carência mínima, mas também à aposentadoria especial.
14) Hepatopatia grave
As hepatopatias graves são doenças fulminantes que afetam o fígado.
As causas dessas doenças são diversas, dentre elas:
- Excesso de gordura no fígado;
- Colesterol alto;
- Cirrose alcoólica;
- Doença celíaca;
- Distúrbios da tireoide;
- Obesidade;
- Entre outras.
Portanto, quem enfrenta alguma dessas condições, ou mesmo possui predisposição genética, pode desenvolver uma doença no fígado.
A possibilidade é a isenção da carência em casos graves.
15) Esclerose múltipla
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que compromete o sistema nervoso central.
Em pessoas com essa condição, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, afetando o cérebro e a medula espinhal.
Como consequência, a transmissão das mensagens do cérebro para diversas partes do corpo é prejudicada, causando sintomas como:
- Distúrbios visuais;
- Desequilíbrio;
- Dificuldade para articular a fala;
- Dificuldade para engolir;
- Alterações cognitivas;
- Entre outros.
Por curiosidade, as atrizes Guta Stresser, intérprete da Bebel em “A Grande Família”, e Cláudia Rodrigues, que deu vida à Marinete em “A Diarista”, foram diagnosticadas com esclerose múltipla.
Embora essa doença não tenha cura, há tratamentos que ajudam a amenizar os sintomas.
Por isso, se você também recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla, busque o tratamento adequado para reduzir os impactos da doença.
Converse com seu advogado previdenciário e com seu neurologista.
16) Acidente Vascular Encefálico (agudo)
O AVE (Acidente Vascular Encefálico), também conhecido como derrame cerebral, acontece quando o sangue não consegue chegar corretamente ao cérebro.
Seja por um entupimento, seja pelo rompimento de um vaso sanguíneo.
Isso pode causar danos às células cerebrais e afetar:
- A fala;
- Os movimentos; e
- Até a capacidade de realizar atividades do dia a dia.
No geral, o Acidente Vascular Encefálico pode ocorrer de duas formas:
- Isquêmica: ocorre uma obstrução nos vasos sanguíneos que impedem o fluxo de oxigênio para o cérebro; e
- Hemorrágica: um vaso se rompe e provoca sangramento dentro da cabeça.
O AVE é uma das principais causas de incapacidade em adultos.
Os sintomas podem durar mais de 24 horas e, em casos graves, levar à morte.
Por isso, ao sentir fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, tontura intensa ou perda repentina da visão, é fundamental buscar ajuda médica imediatamente.
Além disso, quem sofre um AVE pode ter direito a benefícios previdenciários, como ao auxílio-doença ou à aposentadoria por invalidez, sem cumprir carência.
Se for o seu caso, procure um advogado especialista para garantir seus direitos no INSS.
17) Abdome agudo cirúrgico
O abdome agudo cirúrgico é uma condição grave, cujo principal sintoma é a dor abdominal de início repentino.
Geralmente, requer intervenção cirúrgica urgente.
Atenção! Não há abdome agudo sem dor.
Conheça alguns fatores que podem causar essa condição:
- Cisto ovariano hemorrágico;
- Endometriose;
- Apendicite aguda;
- Ruptura do baço;
- Obstrução intestinal;
- Diverticulite complicada;
- Úlcera;
- Entre outros.
Os sintomas do abdome agudo cirúrgico podem variar conforme a causa da condição.
No entanto, como o próprio nome sugere, a necessidade de cirurgia pode ser iminente para evitar complicações graves, como infecção generalizada (sepse).
Quais outras doenças dispensam a carência?
Além das doenças graves, a carência também pode ser dispensada em caso de:
- Acidentes de qualquer natureza; e
- Doenças profissionais ou do trabalho.
Imagine sofrer um acidente de carro em um deslocamento que nada tem a ver com seu trabalho e ficar paraplégico.
Isso pode dispensar a carência.
Ou, então, trabalhar em um ambiente barulhento, que faz você ficar exposto a ruídos acima da média, podendo desenvolver surdez.
Isso também pode dispensar a carência.
Ou, ainda, ser diagnosticado com a Síndrome de Burnout, uma condição de estresse causada principalmente pelo excesso de trabalho.
Isso igualmente pode dispensar a carência.
Os casos são os mais variados possíveis!
Por isso, você não pode se limitar às doenças ou problemas de saúde listados pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
Se você não tiver o mínimo de 12 meses de carência e precisar se aposentar por invalidez, converse diretamente com seu advogado previdenciário.
Só as doenças que estão nessa lista podem dar direito à aposentadoria?
Não, não são só as doenças e problemas de saúde listados pelo Ministério do Trabalho e Previdência que podem dar direito à aposentadoria por invalidez.
Essa lista é apenas um exemplo! E não uma regra fechada a sete chaves. Foi exatamente isso que expliquei nos tópicos mais acima.
Se você for diagnosticado com uma doença grave ou problema de saúde também grave que não está na lista, ainda assim poderá solicitar a isenção da carência.
Mas será necessário comprovar seu estado de saúde com documentos médicos, passar por perícia no INSS e cumprir os demais requisitos exigidos na aposentadoria por invalidez.
Aliás, são esses requisitos que vou explicar no próximo tópico.
Vamos nessa? Preste bastante atenção.
Quais são os requisitos da aposentadoria por invalidez?

A aposentadoria por invalidez exige pelo menos sete requisitos:
- Estar total e permanentemente incapacitado para o trabalho;
- Não poder ser reabilitado em nenhum outro cargo ou função;
- Comprovar a incapacidade total e permanente com documentos;
- Comprovar a incapacidade total e permanente em perícia médica no INSS;
- Ter qualidade de segurado ou estar em período de graça;
- Ter o auxílio-acidente cessado caso esteja recebendo esse benefício;
- Cumprir a carência mínima de 12 meses, a não ser que a sua carência seja dispensada por uma destas situações:
- Doença ou problema de saúde grave;
- Acidente de qualquer natureza;
- Doenças profissionais ou do trabalho.
Você acredita que o seu caso é de aposentadoria por invalidez e cumpre os requisitos acima? Então, não perca tempo. Corra atrás dos seus direitos.
Como solicitar aposentadoria por invalidez?
Para solicitar a aposentadoria por invalidez, você pode entrar no site ou aplicativo Meu INSS. Resumi um passo a passo especialmente para você. Confira:
- Passo 1: acesse o site ou aplicativo Meu INSS;
- Passo 2: clique em “Entrar com gov.br”;
- Passo 3: digite seu CPF para fazer o login e clique em “Continuar”;
- Passo 4: insira sua senha cadastrada e clique em “Entrar”;
- Passo 5: clique direto em “Benefício por Incapacidade” ou digite “Benefício por Incapacidade” na barra onde aparece uma lupa;
- Passo 6: clique em “Serviços Disponíveis”;
- Passo 7: selecione “Pedir Novo Benefício”;
- Passo 8: leia as informações que aparecerem na tela;
- Passo 9: complete cada etapa dos seus dados para criar o pedido:
- Contatos;
- Dados do pedido;
- Trabalhos e contribuições;
- Agência do INSS e local de pagamento;
- Confirmação do pedido.
- Passo 10: siga os demais passos exigidos.
Na etapa “Dados do Pedido”, você terá que preencher seu tipo de incapacidade, se temporária ou permanente, a sua categoria de contribuinte do INSS e muito mais.
Além disso, é nessa mesma etapa que você deverá anexar seus documentos médicos e seu documento de identificação oficial com foto (frente e verso). Veja:

Mas antes de seguir esse passo a passo, o ideal é que você converse com um advogado previdenciário. Isso porque o INSS é campeão em negar benefícios.
Principalmente, pedidos que não cumprem os requisitos exigidos na aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente).
E pedidos de segurados que têm pressa na concessão desse benefício, mas abrem uma solicitação sem qualquer ajuda de um advogado especialista.
O time da Ingrácio quer muito que o seu benefício seja concedido da melhor forma possível. Evite agir sem antes falar com um advogado especialista.
Como aumentar o valor da aposentadoria por invalidez?
O aumento de 25% na aposentadoria por invalidez é uma exceção concedida a quem precisa da assistência permanente de outra pessoa.
Normalmente, o INSS calcula a aposentadoria por invalidez como 60% da média das contribuições feitas desde 1994.
E esse percentual aumenta em 2% para cada ano que você ultrapassar:
- Mulher: 15 anos de contribuição;
- Homem: 20 anos de contribuição.
Exceção! Em caso de acidente do trabalho, doença ocupacional ou do trabalho, o valor da aposentadoria por invalidez será integral, ou seja, de 100% da sua média de contribuições desde 1994. |
No entanto, se a doença ou incapacidade for tão grave a ponto de exigir o cuidado permanente de outra pessoa, o benefício pode ter um acréscimo de 25%.
Acompanhe o exemplo do Lúcio para entender melhor.
Exemplo do Lúcio
Lúcio foi diagnosticado com colangite esclerosante primária, uma doença hepática grave.
Essa condição causa sintomas debilitantes, como dor abdominal intensa, coceira insuportável, fraqueza e icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos).
Além disso, é uma doença que não tem cura, apenas tratamentos paliativos para aliviar os sintomas.
Em muitos casos, pode ser necessário um transplante de fígado.
Devido a esses sintomas, Lúcio ficou incapaz de cuidar de si mesmo.
Apesar de já estar aposentado por invalidez, ele percebeu que precisava de ajuda para as tarefas básicas do dia a dia.
Por isso, solicitou o acréscimo de 25% no seu benefício por incapacidade permanente para contratar uma cuidadora de meio período.
Suponha que a média dos salários de contribuição de Lúcio desde 1994 seja de R$4.586,93 e que ele tenha 31 anos de contribuição.
O cálculo da sua aposentadoria por invalidez foi de:
- 60% + 22% (2% x 11 anos além dos 20) = 82%;
- 82% de R$4.586,93 = R$3.761,28.
Se o acréscimo de 25% for aprovado, o novo valor da aposentadoria de Lúcio será de R$4.701,60.
Isso representará um aumento de R$940,32 em sua aposentadoria por invalidez.
Conclusão
Neste artigo, você descobriu que não há uma nova lista de doenças que garantem a aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente).
Na verdade, existe uma lista com 17 doenças que podem isentar o segurado do INSS de cumprir a carência mínima de 12 meses de contribuição.
E essa lista é apenas um exemplo de doenças graves que podem dispensar a carência.
Mas, se você foi diagnosticado com uma condição séria que não está na lista, ainda assim poderá conversar com seu advogado para solicitar a isenção.
Além da carência (ou da possibilidade de isenção), você também conheceu os requisitos para solicitar a aposentadoria por invalidez.
Por isso, não corra o risco de ter seu pedido negado pelo INSS.
Se acredita que tem direito à aposentadoria por invalidez e cumpre os requisitos, não espere mais! Busque ajuda e garanta seus direitos.
Converse com um advogado especialista em direito previdenciário.
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Sua saúde vem em primeiro lugar! Cuide-se e lembre-se dos seus direitos.
Abraço! Até a próxima.