Quanto tempo leva processo de aposentadoria na Justiça Federal?

Processos de aposentadoria na Justiça Federal não têm um prazo fixo para terminar. Geralmente a tramitação costuma levar entre 18 a 36 meses, mas esse período varia de acordo com fatores como a complexidade da causa, o tipo de aposentadoria discutida e a região do Brasil onde o processo tramita.

Essa é a dúvida que traz maior angústia para quem precisa receber a aposentadoria, já que se trata de uma fonte de renda que faz a diferença na vida de muita gente que precisa dela para custear despesas básicas do dia a dia.

Acompanhe a leitura e entenda melhor.

Quanto tempo dura um processo na Justiça Federal contra o INSS?

Um processo na Justiça Federal leva em média entre 1 ano e meio a 3 anos. No entanto, esse prazo pode oscilar dependendo de fatores como:

  • Quantidade de processos em andamento na Vara Federal;
  • Necessidade de realização de perícia médica;
  • Complexidade do caso e das provas apresentadas;
  • Recursos apresentados pelo INSS.

Além disso, processos que tramitam no JEF (Juizado Especial Federal) costumam ser mais rápidos que no rito comum, já que o JEF foi criado justamente para julgar causas de menor complexidade, com procedimentos mais simples e maior agilidade na tramitação.

Dica importante! Apresentar documentação completa e deixar o direito bem demonstrado ajuda a conseguir uma decisão mais rápida. Por isso, iniciar o processo com o auxílio de um advogado especialista e documentos organizados é uma das formas de agilizar um resultado favorável.

Quanto tempo demora para o juiz dar a sentença de aposentadoria?

O tempo médio para o juiz proferir sentença em processo de aposentadoria varia entre 6 a 12 meses após a fase de instrução processual, que é a etapa em que são apresentadas todas as provas e documentos, além de realizadas perícias e oitivas de testemunhas. É justamente nessa fase que o processo costuma levar mais tempo.

É importante que você saiba que esse prazo pode ser estendido caso haja complicações na fase de instrução, como ausência de documentos importantes, necessidade de complementação de laudo pericial e apresentação de manifestações e pedidos do INSS.

Atenção! Essa sentença é apenas a decisão de primeira instância. Ou seja, se o INSS apresentar recurso, ela vai para instância superior que pode aumentar o tempo total até o encerramento definitivo da ação.

Quais são as etapas que mais demoram no processo judicial?

As etapas que mais levam tempo no processo judicial são: perícia médica/técnica, prazo para o INSS se manifestar e a fase de recursos. Elas fazem parte dos chamados atos processuais, que compõem o processo como um todo, e cada um deles tem um prazo próprio. 

Parte da demora envolve o “tempo ativo do processo” que corresponde às fases em que há produção de provas, como perícia médica e oitivas de testemunhas, e o “tempo morto” que envolve períodos de espera interna, como prazos para manifestação e conclusão para análise do juiz.

A seguir, entenda o que leva a demora em cada um dos seguintes procedimentos.

Perícia médica/técnica 

A perícia médica ou técnica pode demorar porque envolve diversas etapas como nomeação de um perito pelo juiz, apresentação de manifestação das partes, realização da avaliação e elaboração do laudo técnico.

Há casos em que ainda pode haver pedido de esclarecimentos, complementação do laudo ou até nova perícia, o que aumenta o tempo de tramitação.

Prazo para o INSS se manifestar

Como o INSS é uma autarquia federal, a legislação processual garante, em muitos casos, prazos maiores para apresentação de defesa, recursos e manifestações no processo.

Além disso, após cada movimentação importante, como apresentação de documentos, realização de perícia ou sentença, normalmente é aberto novo prazo para que o INSS se manifeste nos autos. Tudo isso pode aumentar o tempo do processo.

Fase de recursos 

A fase de recursos é uma das etapas que mais pode prolongar o processo, já que após a sentença de primeira instância, o INSS pode recorrer da decisão caso não concorde com ela. Assim, o processo deixa a Vara Federal e é encaminhado ao Tribunal Regional Federal (TRF), responsável por reavaliar a sentença.

A fase recursal pode acrescentar aproximadamente 1 a 2 anos à duração do processo, dependendo da complexidade da ação, da região do país e da quantidade de recursos apresentados pelas partes.

Por que a aposentadoria especial demora mais para sair na justiça?

A aposentadoria especial geralmente demora mais para sair na justiça devido à alta complexidade do benefício. Diferente da aposentadoria por idade, em que normalmente basta comprovar idade mínima e tempo de contribuição, na aposentadoria especial é preciso uma análise técnica detalhada das condições de trabalho do segurado ao longo dos anos.

Documentos como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e o LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho) são analisados minuciosamente além de ser solicitada perícia técnica no local de trabalho para avaliar como ocorria a exposição aos agentes nocivos.

Essa produção de provas torna a fase de instrução muito mais longa do que em aposentadorias comuns. Por isso, é comum que ações de aposentadoria especial demorem mais, especialmente quando há períodos controversos, empresas encerradas ou documentos incompletos.

Quanto tempo demora para o INSS implantar o benefício após a decisão?

O INSS tem entre 30 a 45 dias úteis para implantar o benefício após o trânsito em julgado da ação, quando não cabem mais recursos. Nos casos em que há tutela de urgência, esse prazo pode ser diminuído para 15 dias, permitindo a implantação do benefício antes do fim definitivo do processo.

Por isso, entenda: ganhar o processo não significa começar a receber o benefício imediatamente, já que após a sentença ou acórdão favorável, o INSS tem prazo para fazer esses pagamentos.

Se esse prazo for descumprido, o juiz pode determinar multa diária, conhecida como astreintes, como forma de obrigar o órgão a cumprir a decisão judicial.

Após a implantação, o segurado passa a receber os pagamentos mensais normalmente, enquanto os valores atrasados são pagos em etapa separada, por meio de RPV ou precatório, que é o que você verá a seguir.

Quanto tempo leva para receber o dinheiro dos atrasados?

O prazo para receber o dinheiro dos atrasados depende da forma de pagamento definida no processo, que pode ocorrer por meio de RPV (Requisição de Pequeno Valor) ou precatório.

ModalidadeValorPrazo médio de pagamento
RPVAté 60 salários mínimosAproximadamente 2 a 6 meses
PrecatórioAcima de 60 salários mínimosPagamento anual, conforme calendário do governo

A RPV costuma ser mais rápida já que possui procedimento simplificado e o pagamento normalmente ocorre em poucos meses, enquanto o precatório costuma demorar mais, pois segue o orçamento anual da União. 

Além disso, precatórios expedidos até determinada data do ano entram no orçamento do ano seguinte, o que aumenta o tempo de espera.

Como saber se minha aposentadoria foi aprovada na Justiça?

Para verificar se sua aposentadoria foi aprovada judicialmente, primeiro identifique em qual Tribunal Regional Federal (TRF) seu processo tramita:

  • TRF1: Distrito Federal, Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins;
  • TRF2: Rio de Janeiro e Espírito Santo;
  • TRF3: São Paulo e Mato Grosso do Sul;
  • TRF4: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
  • TRF5: Pernambuco, Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe;
  • TRF6: Minas Gerais.

Depois, siga este passo a passo:

  1. Acesse o portal do TRF responsável pelo processo;
  2. Procure a opção “Consulta Processual” no site do tribunal;
  3. Faça a pesquisa utilizando número do processo, CPF ou nome completo da parte;
  4. Verifique as movimentações mais recentes do processo;
  5. Fique atento a termos utilizados como “Concluso para Sentença” que é quando o processo está aguardando decisão do juiz ou “Trânsito em Julgado” que significa que não cabem mais recursos e a decisão se tornou definitiva;
  6. Caso tenha advogado, acompanhe também diretamente com ele, pois o profissional poderá explicar melhor em qual fase o processo está e se ainda existe possibilidade de recurso.

Existe alguma forma de agilizar o processo de aposentadoria?

Sim. A principal forma de agilizar é ingressar com a ação tendo a documentação completa e organizada, pois muitos processos demoram porque o juiz pode solicitar complementação de provas, novos documentos ou realização de perícias que poderiam ter sido evitadas desde o início.

Além disso, idosos com 60 anos ou mais e pessoas com doenças graves têm direito à prioridade de tramitação processual, o que reduz o tempo de espera. 

Em alguns casos, inclusive, é possível obter uma decisão liminar para implantação do benefício antes do fim do processo, especialmente quando há risco financeiro ou situação de saúde delicada do segurado.

Dica importante! O acompanhamento de um advogado especialista também faz diferença para dar mais agilidade ao processo, porque o profissional pode identificar documentos faltantes antes do ajuizamento, evitar erros que geram atrasos e acompanhar prazos e movimentações processuais.

Conclusão

O tempo de um processo de aposentadoria na Justiça Federal pode variar bastante conforme a complexidade do caso, necessidade de perícia, produção de provas e recursos apresentados pelo INSS. 

Apesar da demora, a Justiça muitas vezes é o único caminho para quem teve a aposentadoria negada indevidamente pelo INSS. Por isso, fazer uma análise do seu caso com um advogado especialista é fundamental para entender o tempo estimado do processo, identificar possíveis riscos e evitar atrasos por falta de documentos.

Eu espero ter ajudado, mas se sobrou dúvidas sugiro que entre em contato com um advogado previdenciarista.

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Um abraço!

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