A aposentadoria por idade é uma das mais comuns no INSS e possui algumas regras que devemos ficar atentos, principalmente com as mudanças que vieram com a Reforma da Previdência.

O contato com o sistema previdenciário brasileiro e suas complexas regras têm início logo quando o trabalhador ingressa no mercado de trabalho.

E, independentemente da sua categoria de segurado, conhecer todas as implicações do regime de aposentadoria é aspecto decisivo para garantir a situação mais favorável a cada trabalhador.

Isso contribui bastante para a segurança no momento de se aposentar, especialmente na escolha da modalidade, ponderar se vale a pena aposentar quando já atinge os requisitos obrigatórios ou esperar mais algum tempo. 

O que a aposentadoria por idade tem de melhor que a aposentadoria por tempo de contribuição? No fim das contas, cada caso tem suas peculiaridades e deve ser analisado de forma individual.

Então, para garantir que você faça a escolha certa, no post de hoje trouxemos um guia completo com tudo que você precisa saber a respeito da aposentadoria por idade.

incluindo as mudanças com a Reforma da Previdência, que entrou em vigor no dia 13/11/2019

Você vai conferir:

O que é aposentadoria por idade?

A aposentadoria por idade é um benefício concedido aos segurados do INSS que atingiram determinada faixa etária.

Para quem começou a trabalhar antes da Reforma, é necessário cumprir 65 anos se homem e 60 anos se mulher.

Mas para quem ingressou no mercado de trabalho depois dela, é necessário ter 65 anos se homem e 62 anos para as mulheres.

Quem tem direito à aposentadoria por idade?

Os segurados urbanos devem cumprir dois requisitos para a Aposentadoria por Idade.

Como era a Aposentadoria por Idade antes e depois da Reforma

Se você começou a trabalhar antes da vigência da Reforma da Previdência (13/11/2019), você precisa de:

  • 65 anos de idade e 180 meses de carência, se homem;
  • 60 anos de idade e 180 meses de carência, se mulher;

Mas caso você tenha começado a trabalhar antes da Reforma mas ainda não completou os requisitos necessários para se aposentar até o início dela, foi criada uma Regra de Transição. Nela, você precisa de:

  • 65 anos de idade e 15 anos de tempo de contribuição +6 meses por ano, a partir de 2020, até atingir 20 anos de contribuição, lá em 2029, se homem;
  • 60 anos de idade +6 meses por ano, a partir de 2020, até atingir 62 anos de idade, lá em 2023, e 15 anos de tempo de contribuição, se mulher.

Agora se você começou a trabalhar depois do início da Reforma, você precisará cumprir:

  • 65 anos de idade e 20 anos de tempo de contribuição, se homem;
  • 62 anos de idade e 15 anos de tempo de contribuição, se mulher.

Porém, algumas situações diferentes são capazes alterar esse quadro.

Casos especiais

Também poderão ter acesso à aposentadoria por idade os trabalhadores rurais; pescadores artesanais; extrativistas (seringueiros); indígenas.

Conforme as categorias do Regime Geral de Previdência Social, uma das classificações dos trabalhadores é a qualidade de:

  • segurado empregado: prestadores de serviços de natureza urbana ou rural, contínuo e subordinado ao empregador;
  • segurado contribuinte individual: que não está numa relação de vínculo empregatício, ainda que de forma eventual para dois ou mais empregadores;
  • segurado trabalhador avulso: prestadores de serviços a diversas empresas, seja de natureza urbana ou rural, sem que para tanto haja vínculo empregatício;
  • segurado especial: pessoa física residente em imóvel rural ou em algum aglomerado próximo ao campo e que exerça sozinho ou em regime de economia familiar, atividades de produtor, seringueiro, pesca, artesanato;

​Lembrando que, em qualquer dessas hipóteses, o trabalhador rural e segurado especial têm a idade para a aposentadoria reduzida: 60 anos para os homens e 55 anos para as mulheres.

Essas regras dos casos especiais não foram alteradas com a Reforma da Previdência.

Como funciona a aposentadoria por idade para segurado especial?

Dentre outros fatores, há uma redução de 5 anos na idade mínima para os trabalhadores segurados especiais conseguirem a aposentadoria por idade, e isso se justifica pelo fato de que eles não têm direito à aposentadoria por tempo de contribuição.

Como funciona a Aposentadoria por Idade do Segurado Especial

Trabalhador rural

Enquadra-se na modalidade de aposentadoria rural o produtor que exerça sua atividade individualmente ou em regime de economia familiar, com o objetivo de própria subsistência

Outro aspecto importante é a proibição do auxílio de empregados permanentes. Ou seja, ele não pode contratar funcionários.

Ademais, não é obrigatório que o trabalho rural seja prestado de forma contínua. A exigência da legislação é que o segurado esteja efetuando esse tipo de trabalho no momento em que for requerer aposentadoria — conforme preceitua o art. 48, § 2º da Lei 8.213/91.

Art. 48, § 2o — Para os efeitos do disposto no § 1o deste artigo, o trabalhador rural deve comprovar o efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, por tempo igual ao número de meses de contribuição correspondente à carência do benefício pretendido, computado o período a que se referem os incisos III a VIII do § 9odo art. 11 desta Lei.

Assim, são considerados membros do núcleo de regime de economia familiar:

  • os cônjuges ou companheiros;
  • os filhos maiores de 16 anos;
  • as pessoas equiparadas aos filhos, desde que trabalhem em conjunto com os parentes.

Pescador artesanal

Além da vantagem de poder se aposentar cinco anos mais cedo, não incide sobre os pescadores artesanais a obrigatoriedade de contribuir com a Previdência, hipótese esta que valor do benefício corresponderá a um salário-mínimo.

Além disso, também é necessário comprovar que o indivíduo trabalhou como pescador, catador de caranguejo, limpador de pescado, marisqueiro ou pescador de camarão durante um período de 15 anos.

E, para tanto, é indispensável apresentar documentos que comprovem a sua condição, bem como três testemunhas.

Se em alguma oportunidade o pescador trabalhou com carteira assinada, exerceu alguma atividade na área urbana, deverá apresentar novas provas comprovando o seu retorno a zona rural ou a pesca.

Nesse contexto, é interessante ressaltar que o fato do pescador ser proprietário de peixaria, ter um CNPJ registrado nessa qualidade, não descaracteriza sua condição de segurado especial na referida modalidade.

Indígena

Para que o indígena seja enquadrado na categoria de segurado especial, é indispensável a presença dos seguintes elementos:

  • ser reconhecido como indígena pela Fundação Nacional do Índio — FUNAI;
  • estar trabalhando como artesão, utilizando como matéria-prima, produtos provenientes do extrativismo vegetal;
  • exercer atividade rural, seja individualmente ou em regime de economia familiar, e que tais atividades não configuram o seu principal meio de sustento.

Ainda sobre a classificação dos indígenas, vale ressaltar que, para fins de concessão do benefício, independe o local onde ele reside ou exerça sua atividade.

Para efeitos previdenciários também é irrelevante a distinção entre indígena aldeado ou não aldeado, em vias de integração, isolado ou integrado.

Aposentadoria por idade para pessoa com deficiência

O benefício de aposentadoria por idade da pessoa com deficiência é concedido ao cidadão com idade mínima de 60 anos, se do sexo masculino, e 55 anos se feminino, desde que também seja comprovado o mínimo de 180 meses de trabalhado na condição de pessoas com deficiência.

Os esclarecimentos sobre o que é considerado pessoa com deficiência que faz jus aos benefícios previdenciários estão presentes na Lei Complementar nº 142/2013

Especificando como tal aquelas que têm impedimentos para a participação em iguais condições de uma vida plena e efetiva em sociedade; seja por barreiras de ordem física, intelectual ou sensorial.

Além das peculiaridades mencionadas, o segurado portador de deficiência também deverá comprovar sua condição se submetendo a uma perícia médica, que é realizada pelo Instituto Nacional da Seguridade Social — INSS.

Aposentadoria por idade híbrida

A aposentadoria híbrida é uma inovação trazida pela Lei 11.718/2008, que possibilitou aos trabalhadores rurais a soma dos períodos de trabalho no campo e na cidade, a fim de contar o tempo de carência para concessão do benefício de aposentadoria por idade.

Mas, por esse sistema, o trabalhador rural perde a redução da idade mínima dos segurados especiais, — passando a valer a faixa etária determinada ao trabalhador urbano, de 65 e 60 anos para homens e mulheres respectivamente.

Outra informação muito interessante acerca da aposentadoria por idade híbrida é que nessa modalidade não se exige a qualidade de segurado — em tempo do requerimento administrativo, ou seja, quando o trabalhador completa a idade mínima e tem o período de carência, pouco importa que ele esteja exercendo atividade urbana ou rural, nem tipo de trabalho que foi predominante.

Aposentadoria por idade compulsória

A regra dos benefícios previdenciários é que, cumpridas etapas de exigências legais, o segurado faça um requerimento voluntário do seu direito e aposentar.

Entretanto, na modalidade aposentadoria por idade existe uma exceção: o trabalhador encerra a sua participação ativa no mercado de trabalho a partir de um requerimento do próprio empregador: a chamada aposentadoria por idade compulsória.

Essa previsão permite que uma empresa ou patrão solicite a aposentadoria dos seus funcionários que completarem 70 anos, se homem e 65 anos, se mulher; respeitando, por óbvio, a carência dos 180 meses de contribuição.

Isto posto, esse empregado também terá direito de receber todas as verbas trabalhistas equivalentes à demissão sem justa causa. Senão vejamos as orientações do art. 54, do Decreto 3.048/99.

Art. 54. A aposentadoria por idade pode ser requerida pela empresa, desde que o segurado tenha cumprido a carência, quando este completar setenta anos de idade, se do sexo masculino, ou sessenta e cinco, se do sexo feminino, sendo compulsória, caso em que será garantida ao empregado a indenização prevista na legislação trabalhista, considerada como data da rescisão do contrato de trabalho a imediatamente anterior à do início da aposentadoria.Atenção: todas essas modalidades de aposentadoria por idade que te ensinei nesse tópico não foram modificadas com a Reforma.

Qual a documentação necessária para formalizar o requerimento da aposentadoria por idade?

O requerimento de qualquer espécie de aposentadoria deve ser acompanhado dos documentos que comprovem o direito do segurado.

Qual é a documentação necessária para pedir a Aposentadoria por Idade

Dentre esses documentos, podemos citar:

  • Documento pessoal de identificação válido e com foto (preferencialmente o RG);
  • Cadastro de Pessoa Física — CPF;
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social — CTPS;
  • Carnê de contribuição e outros documentos hábeis para comprovar a quitação das parcelas perante o INSS;

Com a Reforma, a documentação para requerer a aposentadoria continua a mesma.

Com relação aos segurados especiais, é fundamental a apresentação de documentos adicionais que comprovem a sua condição, a exemplo de contratos de arrendamento, declaração do sindicato, documentos que deixem claro à época da sua ocupação, dentre outros.

Mas vale dizer que a partir de 2015 é necessário preencher uma autodeclaração para comprovar a sua condição de segurado especial. Após isso, você deve autenticar esse documento em algum dos órgãos do PRONATER.

Basicamente você só precisa dessa autodeclaração + autenticação para comprovar que você é segurado especial.

Mas eu, como especialista, digo que é extremamente importante você dar entrada na aposentadoria com mais documentos que comprovem sua condição, como contratos de arrendamento, como disse antes.

Falo isso porque o PRONATER pode pedir essa documentação na hora de autenticar a autodeclaração. Caso você não tenha, é bem possível que eles neguem esse reconhecimento.

Você encontra o modelo dessa autodeclaração clicando aqui.

Quais são os períodos de carência/tempo de contribuição?

Quais são os períodos de carência e tempo de contribuição?

Empregado ou trabalhador avulso

Em ambas as modalidades, o início da contagem do tempo de carência/tempo de contribuição é o momento em que o trabalhador começa a exercer atividade, ou seja, no ato da filiação ao INSS.

Cabe ressaltar ainda que, pelo fato da contribuição não ser recolhida diretamente pelo segurado, a sua prestação é presumida.

Todavia, se a época do requerimento do benefício conste a falta de seus recolhimentos, o indivíduo deve comprovar mediante documentos o exercício da atividade.

Contribuinte individual ou facultativo

Nessas hipóteses, o tempo de carência/tempo de contribuição passa a ser contado a partir do momento em que o trabalhador decide iniciar o pagamento da contribuição do INSS por conta própria, isto é, a partir do primeiro pagamento realizado em dia.

O cenário aqui é um pouco diferente, pois a responsabilidade pagamento é do segurado, e como mencionado, enquanto não houver essa primeira prestação em dia, não há a contagem do prazo de carência/tempo de contribuição.

Empregado doméstico

Para esses empregados, o cômputo da carência/tempo de contribuição também ocorre a partir do primeiro pagamento efetuado até a data de vencimento.

Contudo, se no momento de requerer aposentadoria ele não conseguir comprovar quando efetuou o primeiro pagamento em dia, existe a possibilidade de contar como marco inicial o dia em que essa pessoa começou a exercer atividade de empregado doméstico.

Além disso, nessa situação específica, o benefício será concedido no valor de um salário-mínimo. E se, posteriormente, conseguir a prova do primeiro recolhimento dentro do prazo, poderá requerer um novo cálculo do benefício.

Segurado especial

A carência de segurado é contada a partir do mês de novembro de 1991, mediante apresentação documentos comprovando período em se atuou nessa condição.

Ainda há a chance do segurado especial pela adesão ao INSS por conta própria, e, nesse caso, serão aplicados às mesmas regras do trabalhador facultativo.

O que se destaca nessa modalidade, entretanto, é que comprovado o exercício da atividade de apenas um dia, para efeitos de carência serão válidos um mês completo.

O início da contagem da carência/tempo de contribuição para os trabalhadores que mencionei aqui continuam os mesmos com a Reforma.

Como funciona a carência reduzida?

Antes da Reforma

O período de carência diz respeito ao número mínimo de prestações que deverão estar pagas ao INSS no momento em que o segurado ou seus dependentes requeiram o benefício.

Ela também pode estar relacionada com o tempo obrigatório para o exercício de uma atividade, como no caso dos trabalhadores rurais.

O marco inicial de contagem da carência dependerá do tipo e atividade exercida, e igualmente do período em que ocorreu: a filiação, a inscrição ou a contribuição.

Como mencionado, a carência das aposentadorias, via de regra, é 180 contribuições.

Contudo, uma exceção foi prevista no art. 142, da lei 8.213/91. O texto legal prevê uma redução no tempo de carência para os cidadãos que se filiaram à Previdência Social até a data de 24/07 de 1991, e tenha contado o tempo de carência a partir da sua filiação.

Vale ressaltar que, enquadram-se nessa hipótese os trabalhadores urbanos e rurais, desde que não sejam segurados especiais. Aqui, o número de meses exigidos varia de acordo com o ano que o beneficiário reúne todas as condições necessárias para a aposentadoria.

Depois da Reforma 

Cabe dizer também que a Reforma da Previdência trouxe novas regras e não é mais necessário cumprir carência, mas sim tempo de contribuição. Há uma pequena diferença entre as duas.

A carência é contada mês a mês e o tempo de contribuição é contado data a data. 

Por exemplo, imagine que você começou a trabalhar no dia 03/01/2020 mas resolveu sair do emprego no dia 10/01/2020.

Você vai ter 1 mês de carência e 7 dias de tempo de contribuição. Conseguiu perceber a diferença?

Sendo assim, com a Reforma as mulheres devem cumprir 15 anos de tempo de contribuição e os homens 20 anos para a Aposentadoria por Idade

Como calcular o benefício da aposentadoria por idade?

Antes da Reforma

O primeiro cálculo referente a qualquer aposentadoria procura determinar valor do “salário de benefício” do segurado, independentemente da espécie de aposentadoria que ele se enquadra.

Para tanto, o sistema leva em consideração o número de meses de recolhimento, ou seja, o período contributivo, e define quantos serão usados para apuração da média (mínimo de 80% o máximo de 100% dos meses).

Sobre os contribuintes que recaem a regra transitória, serão levados em consideração os meses decorridos a partir de julho de 1994, até no mês anterior de requerimento do benefício.

Há também a verificação do índice de fator previdenciário e, só então, passa para a etapa de cálculo da renda mensal inicial (RMI).

O cálculo da aposentadoria por idade está previsto no art. 50 da Lei 8.213/91 e também no art. 7 da Lei 9.876/99, que se refere aplicação fator previdenciário.

Art.50. A aposentadoria por idade, observado o disposto na Seção III deste Capítulo, especialmente no art. 33, consistirá numa renda mensal de 70% (setenta por cento) do salário de benefício, mais 1% (um por cento) deste, por grupo de 12 (doze) contribuições, não podendo ultrapassar 100% (cem por cento) do salário de benefício.

No geral, o valor da aposentadoria por idade corresponde a 70% do salário de benefício, somado a 1% para cada ano completo de trabalho, limitando-se ao percentual de 100% do salário de benefício.

Dessa forma, um indivíduo do sexo masculino que com 65 anos de idade atingiu o tempo de 30 anos de contribuição e possui o salário de benefício no valor de R$ 2000, e deixa de aplicar o fator previdenciário, a sua renda mensal será encontrada pelo pela equação: 

alíquota de 70% somados aos anos trabalhados, e multiplicando esse resultado pelo salário de benefício. Assim teremos: 0,70 + 0,30 = 1,00; Renda mensal = 2.000,00 X 1,000 = R$ 2.000,00.

Agora, levamos em consideração uma pessoa o sexo feminino, que tem 15 anos de contribuição e 60 anos de idade. O salário de benefício de R$ 2.000, excluída a aplicação do fator previdenciário, não é vantajoso.

Seguindo o mesmo raciocínio, o cálculo seria 0,70 + 0,15 = 0,85; logo, para encontrar a renda mensal inicial deveríamos multiplicar os R$ 2000 pela alíquota de 0,85, sua renda mensal será: 2.000,00 X 0,85 = R$ 1.700,00.

Se em algum desses exemplos fosse vantajosa a incidência do fator previdenciário, essa alíquota seria multiplicada ao valor do salário de benefício.

Quanto aos requerimentos de aposentadoria na modalidade de deficiente físico, utiliza como norma orientadora a Lei Complementar 142/2013, cabendo nessa hipótese a aplicação facultativa do fator previdenciário.

Já na modalidade de aposentadoria especial, o valor da renda inicial corresponde a 100% do salário de benefício, é o que dispõe os arts. 29 e 57 da Lei 8.213/91.

Para esses segurados, não haverá aplicação do fator previdenciário, nem o cálculo de qualquer adicional.

Depois da Reforma

Média Salarial depois da Reforma da Previdência

Agora o valor da aposentadoria por idade será calculado dessa forma:

  • será feita a média de todos os seus salários;
  • dessa média, você vai receber 60% + 2% para cada ano de contribuição acima de 20 anos de contribuição para os homens e acima de 15 anos de contribuição para as mulheres, até o limite de 100%

Ou seja, imagine de José, que começou a contribuir para o INSS depois da Reforma e tem 35 anos de contribuição, com uma média de todos os seus salários no valor de R$ 1.500,00. 

O valor do benefício será 60% + 30% (2% x 15 anos acima de 20 anos de contribuição) = 90% de R$ 1.500,00. Ou seja, José terá uma aposentadoria no valor de R$ 1.350,00.

O valor da aposentadoria especial segue exatamente a mesma regra

Já para a aposentadoria do deficiente físico continua sendo regulado pela Lei Complementar 142/2013, com uma exceção: vai ser considerada a média de todos os seus salários na hora de calcular o benefício.

Quais as condições para obter acréscimo no valor do benefício?

Existe um ponto muito interessante em relação à aposentadoria por idade que nem sempre é de conhecimento de todos os aposentados — o acréscimo de benefício.

Legalmente, é previsto um adicional de 25% sobre valor percebido na aposentadoria por invalidez, quando houver a necessidade do segurado receber de assistência permanente de terceiros para os atos da vida civil.

Contudo, em observação ao princípio isonomia, os tribunais superiores vêm adotando a tese de que o referido acréscimo deve ser estendido às demais categorias de aposentadoria.

Sendo assim, se existe a circunstância para se enquadrar nessa complementação, mas o beneficiário é aposentado por idade e por isso teve o seu requerimento negado, vale a pena procurar a orientação de um profissional da sua confiança para tomar doenças cabíveis, como ingressar com uma ação judicial.

A Reforma não alterou essa possibilidade do adicional de 25% sobre o valor da aposentadoria.

Quais as condições para obter acréscimo no valor do benefício?

Existe um ponto muito interessante em relação à aposentadoria por idade que nem sempre é de conhecimento de todos os aposentados — o acréscimo de benefício.

Legalmente, é previsto um adicional de 25% sobre valor percebido na aposentadoria por invalidez, quando houver a necessidade do segurado receber de assistência permanente de terceiros para os atos da vida civil.

Contudo, em observação ao princípio isonomia, os tribunais superiores vêm adotando a tese de que o referido acréscimo deve ser estendido às demais categorias de aposentadoria.

Sendo assim, se existe a circunstância para se enquadrar nessa complementação, mas o beneficiário é aposentado por idade por isso teve o seu requerimento negado, vale a pena procurar a orientação de um profissional da sua confiança para tomar doenças cabíveis, como ingressar com uma ação judicial.

A Reforma não alterou essa possibilidade do adicional de 25% sobre o valor da aposentadoria.

É permitido o trabalho após a aposentadoria por idade?

Quando se pensa em aposentadoria, a primeira coisa que vem à mente é que a pessoa deixará de atuar no mercado de trabalho ou ao menos perderá o seu vínculo de emprego.

Pois bem, talvez não seja do conhecimento de todos, mas é importante saber que o trabalhador que se aposenta não está obrigado deixar o seu cargo ou função, e mais, os direitos continuam os mesmos que de qualquer outro empregado; nem mesmo comunicar ao empregador a sua aposentadoria lhe é exigido.

É permitido o trabalho depois da Aposentadoria por Idade?

A única circunstância em que um trabalhador aposentado é impedido e voltar a exercer uma atividade remunerada é na aposentadoria por invalidez, concedida a pessoas que, em virtude de alguma lesão ou enfermidade, não tem condições de continuar com a prestação do serviço.

Nesse contexto, é preciso ponderar sobre a real vantagem continuar trabalhando ou não, pois a contribuição previdenciária de quem já é aposentado e voltou a trabalhar continua sendo obrigatória.

Além disso, o trabalhador não ganha nenhuma retribuição por isso.

Outro ponto bem relevante para o seu conhecimento é que, o empregado não pode ser dispensado com base exclusivamente na sua aposentadoria, caso isso ocorra, ele poderá requerer na justiça a sua reintegração ao emprego e também indenização por danos morais.

Essas regras continuam valendo com a Reforma!

O acúmulo de benefícios é permitido?

O acúmulo de benefícios ocorre quando o cidadão possui um benefício ativo e adquire direitos para requerer um segundo; situação perfeitamente possível na Previdência Social.

Isso acontece, por exemplo, quando uma pessoa já recebe pensão por morte e adquire os requisitos da aposentadoria por idade ou tempo de contribuição; hipótese em que serão mantidos ambos os benefícios.

Porém, é importante estar atento a qual dos tipos que poderão ser acumulados, haja vista que a legislação em vigor classifica vários deles como não acumuláveis.

São proibidos os acúmulos de:

O acúmulo de benefícios é permitido em quais casos?
  • salário-maternidade com aposentadoria por invalidez;
  • auxílio-acidente com outro auxílio-acidente;
  • aposentadoria com auxílio-acidente;
  • salário-maternidade com auxílio-doença, dentre outros.

Vale dizer que o valor desse acúmulo vai ser a somatória simples dos benefícios.

Com a Reforma, as regras da proibição dos acúmulos de benefícios continuam as mesmas, mas o modo de cálculo vai ser diferente.

Funcionará da seguinte maneira: você receberá o valor integral do benefício mais vantajoso + porcentagem dos demais benefícios, levando em conta o valor deles.

Elaborei essa tabela para ficar mais fácil você ver como vai funcionar daqui pra frente:

Limite do valor do(s) outro(s) benefício(s)Valor que você receberá
até 1 salário-mínimo100% do maior benefício + 100% do(s) outro(s) benefício(s)
entre 1 e 2 salários-mínimos100% do maior benefício + 60% do(s) outro(s) benefício(s)
entre 2 e 3 salários-mínimos100% do maior benefício + 40% do(s) outro(s) benefício(s)
entre 3 e 4 salários-mínimos100% do maior benefício + 20% do(s) outro(s) benefício(s)
mais de 4 salários-mínimos100% do maior benefício + 10% do(s) outro(s) benefício(s)

Por exemplo, imagine se você recebe uma aposentadoria de R$ 3.000,00 e também uma Pensão por Morte no valor de R$ 2.500,00. 

Você receberá o valor total da aposentadoria, pois ele é o mais vantajoso, + uma parte da Pensão por Morte.

O cálculo aqui é feito por faixas, parecido com a forma de determinar a alíquota progressiva de contribuição previdenciária.

Vou tentar deixar da forma mais fácil para você: o valor da pensão é de R$ 2.500,00. Ela se encontra na faixa entre 2 e 3 salários-mínimos.

  • 1º passo: pegamos 100% do valor do salário-mínimo (primeira faixa), ou seja R$ 998,00.
  • 2º passo: pegamos 60% do valor do salário-mínimo (segunda faixa), ou seja, R$ 598,80.
  • 3º passo: agora já estamos na terceira faixa (entre 2 e 3 salários-mínimos). Pegamos o valor mínimo dessa faixa (2 salários-mínimos) e subtraímos pelo valor do benefício. Ou seja, R$ 2.500,00 – 1.996,00 = R$ 504,00. Após isso, pegamos 40% do valor, R$ 201,60.

Observação: se o valor do benefício estivesse na faixa entre 3 e 4 salários-mínimos, você deveria subtrair o valor do benefício por 3 salários-mínimo, e assim adiante.

4º passo: somamos todos os valores que chegamos dos passos 1, 2 e 3. R$ 998,00 + R$ 598,80 + R$ 201,60 = 1.798,40.

5º passo: agora pegamos o valor do maior benefício (aposentadoria, nesse caso) e somamos com esse valor que chegamos no passo 4: R$ 3.000,00 + 1.798,40 e chegamos num total de R$ 4.798,40 de acúmulo de benefícios.

O entendimento das regras aplicáveis ao sistema previdenciário brasileiro não é simples.

Seja na aposentadoria por idade ou qualquer outro modelo, ter o mínimo de conhecimento sobre essas regras — ou ao menos procurar o auxílio de um profissional qualificado —, é decisivo para conquistar as melhores condições de benefício.

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Direito adquirido

Importante te falar que as mudanças Reforma da Previdência que expliquei ao longo do post são válidas para aqueles que ainda não possuem todos os requisitos necessários para a aposentadoria por idade antes da Reforma ou que começaram a contribuir depois dela, ok?

Se você já possuía os requisitos para esse benefício antes da reforma, já tem direito adquirido.

Isso significa que o cálculo do valor da aposentadoria será melhor para você na lei antiga, por exemplo.

Para você que entra na regra da reforma, não se preocupe! 

Você já está por dentro de todas as novidades e já pode evitar algumas enrascadas das novas regras e garantir uma melhor aposentadoria no futuro.

Gostou do post? As informações foram úteis para esclarecer todas as suas dúvidas a respeito da aposentadoria por idade?

Se ainda tem alguma dúvida ou precisa de um apoio especializado para resolver as questões da sua aposentadoria, entre em contato conosco que teremos o prazer de ajudá-lo!

Aparecida - Ingrácio advocacia

OAB/PR 26.214
Fundadora do Ingrácio Advocacia. Veio de uma origem humilde e tem 20 anos de experiência no previdenciário. Já ajudou milhares de pessoas a se aposentar.